Reparação civil
Indenização: quando você tem direito a ser reparado?
Quando existe o direito à indenização?
A base legal está no Código Civil, arts. 186 e 927: quem, por ação ou omissão, causa dano a outra pessoa comete ato ilícito e fica obrigado a repará-lo. Na prática, todo caso de indenização se sustenta em 4 pilares — e todos precisam estar presentes:
- Dano — você realmente sofreu um prejuízo financeiro mensurável, um abalo emocional profundo, um constrangimento público ou uma perda de renda relevante.
- Responsabilidade — está claro quem causou o dano, como causou e que essa pessoa ou empresa tinha o dever de agir de forma diferente.
- Nexo causal — o prejuízo tem ligação direta com o erro cometido: acidente → lesão; erro bancário → desfalque; negativação indevida → crédito restrito.
- Provas — documentos oficiais, prints com data, notas fiscais, protocolos e testemunhas que sustentem os fatos.
O Judiciário não julga convicções — julga provas. Um caso com dano evidente mas sem documentos é mais frágil do que um caso menor com provas sólidas.
Quais tipos de dano podem ser indenizados?
Cada tipo de dano tem documentos-chave próprios. Use a matriz abaixo para entender onde o seu caso se encaixa e o que guardar:
| Tipo de indenização | Situação típica | Documentos-chave |
|---|---|---|
| Dano moral | Humilhação, constrangimento público, negativação indevida (SPC/Serasa) | Prints de conversas, e-mails, protocolos de reclamação, certidão de restrição de crédito |
| Dano material | Gastos diretos causados pelo ato ilícito ou pelo acidente | Notas fiscais, recibos, orçamentos formais, comprovantes de medicamentos e tratamentos |
| Lucros cessantes | O que você deixou de ganhar, de forma comprovável, por causa do evento | Holerites anteriores, extratos de autônomo, declaração de faturamento, histórico de corridas de aplicativo |
| Acidente de trânsito | Colisões, atropelamentos, lesões temporárias ou permanentes | Boletim de ocorrência, fotos do local e dos veículos, laudos e relatórios médicos |
| Erro médico | Falha grave em cirurgia, diagnóstico ou tratamento hospitalar | Prontuário médico integral, laudos de evolução clínica, receitas e exames de imagem |
| Falha bancária & golpes | Golpe do Pix, empréstimo não contratado, boleto falso, falha grave de serviço | Extrato detalhado, comprovante da transferência, contestação feita ao banco, boletim de ocorrência |
Todo aborrecimento gera indenização?
Não — e é importante ser honesto sobre isso desde o início. O Judiciário diferencia o mero dissabor do dia a dia (uma fila longa, um atendimento ruim isolado, uma discussão sem consequências) do dano real, que deixa marcas concretas: o nome negativado que travou um financiamento, o golpe que levou as economias, a lesão que mudou a rotina.
Se o seu caso está na primeira categoria, dizemos isso com transparência — entrar com uma ação inviável gera custo, frustração e pode até resultar em condenação nas despesas do processo. Se está na segunda, aí sim vale estruturar o pedido com força total.
Sofri um acidente. Posso acumular indenização e benefício do INSS?
Pode — e essa é uma das dúvidas mais importantes. Um mesmo acidente pode gerar direitos em esferas independentes, que não se anulam:
- Esfera previdenciária — benefícios do INSS, como o auxílio-acidente (sequela permanente) e o auxílio-doença (afastamento temporário);
- Esfera cível — indenização paga por quem causou o acidente (motorista, empresa, prestador de serviço);
- Esfera securitária — coberturas de seguros e contratos que você ou a empresa possuam.
Receber em uma esfera não impede as outras. Por isso, quem analisa um acidente olhando só uma delas costuma deixar direito na mesa — veja o panorama completo em nossa página de benefícios.
Existe prazo para pedir indenização?
Existe. É a chamada prescrição: em geral, 3 anos para a reparação civil e 5 anos em relações de consumo — com variações conforme o caso. Sem alarmismo: muitos casos seguem viáveis por anos. Mas buscar orientação cedo tem duas vantagens práticas: preserva o prazo e, principalmente, preserva as provas, que se perdem com o tempo.
E as ações trabalhistas?
Transparência total: para ações trabalhistas — reconhecimento de vínculo, horas extras, verbas rescisórias —, atuamos em parceria com bancas especializadas em direito do trabalho, que conduzem esses casos com a mesma qualidade técnica.
Já as indenizações por acidente de trabalho na esfera cível e os benefícios do INSS decorrentes do acidente são conduzidos diretamente conosco — essa é a nossa especialidade.
Como funciona o processo?
- Conversa inicial — você conta o que aconteceu, pelo WhatsApp mesmo. Avaliamos com franqueza se há caso, sem custo.
- Organização das provas — nossa equipe estrutura a narrativa dos fatos e o acervo de documentos, orientando o que ainda dá para reunir.
- Estratégia — quando fizer sentido, esgotamos a via administrativa (banco, Procon, ouvidoria) ou buscamos acordo; do contrário, preparamos a ação judicial.
- Ação e acompanhamento — distribuímos o processo com o cálculo do prejuízo fundamentado nos seus comprovantes e acompanhamos até a decisão final.
Quanto custa? Trabalhamos com honorários de êxito na maioria dos casos: você só paga se houver resultado positivo, conforme contrato.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre indenizações
Quanto vou ganhar com o processo?
Não tenho comprovantes guardados. Ainda dá para processar?
Passei muita raiva com uma empresa. Isso é dano moral?
Caí no golpe do Pix. Tem jeito?
Quanto tempo tenho para pedir indenização?
Vocês cuidam de ação trabalhista?
Quer saber se o seu caso tem força?
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